Lapso.

July 29, 2008 at 8:13 pm | In Uncategorized | No Comments
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Essa experiência foi feita utilizando a ferramenta online “Fontstruct“, da Fontshop. Desta vez, as formas utilizadas representam os caracteres do nosso alfabeto. No entanto, são formados apenas por linhas verticais, dentro de um grid pré-estabelecido. A ausência de linhas horizontais é um desafio, fazendo com que algumas letras fiquem descaracterizadas e só tenham sentido no contexto em que está inserida.

Apesar de não ser totalmente funcional para a leitura, é possível brincar com a composição, atingindo resultados interessantes:

 

 

 



Frakgra Code.

July 15, 2008 at 5:41 am | In Uncategorized | No Comments
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Tendo com base o funcionamento modular experimentado por mim na marcatexto, comecei a desenvolver um segundo conjunto de módulos, que deveriam funcionar de uma forma mais harmônica. Nesse momento, tive acesso a uma tabela com a freqüência em que as letras costumam aparecer no português, encontrada neste link. Baseando-me nos dados estatísticos, tais como a ocorrência de digramas e trigramas, palavras de duas e três letras em textos analisados, dei início à construção do módulo, tendo como base o mesmo diagrama 3 x 3, mas retirando ou colocando as unidades, me baseando, em parte pela freqüência da letra (como no caso, por exemplo, da letra “a”, que por ocorrer com mais freqüência, foi representado por todos os 9 quadrados que fazem parte do grid), e, em parte, por decisões um tanto intuitivas para resolver problemas singulares, como o caso da letra “y”, que aparece com função de vogal no português.

Neste caso, tornou-se irrelevante se as letras eram minúsculas ou maíusculas, ou acompanhadas ou não de acentos. No entanto, o ponto, a vírgula, os sinais de exclamação e interrogação e mais outros caracteres estão presentes

Nestas imagens, consigo observar algumas repetições freqüentes de imagens, chegando a um certo nível construtivo. A imagem do todo não me parece muito expressiva, mas o padrão de repetição que se forma é interessante. A diferença no texto do Tom Zé é que ele é construído para ser formado de padrões, e trocas de elementos. Isso fica claro observando a imagem, como há uma sequência rítmica, e, de certa forma, aleatória.

Pensando na poética, fiz alguns testes com poesia concreta, sem muitas expectativas de resultados que interessassem. Pude observar, no entanto, que uma maior abstração dos caracteres limita um tipo de leitura. Abre espaço, no entanto, para uma reflexão em relação à forma, o que fica claro no poema “Velocidade”:

Os resultados se assemelham à uma construção, assim como são os próprios textos analisados. Há um resultado estético diferente apenas, mas onde já se pode medir o aparecimento de padrões e desenhos.

Marcatexto.

July 14, 2008 at 8:52 pm | In Uncategorized | No Comments
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Inicialmente, imaginei uma malha de 3 x 3 un. Com variações de posição e tamanhos onde os quadrados apareciam, fiz vários módulos de pesos diferentes.

O resultado me pareceu algo interessante. Me faz lembrar da glitch art, por onde tenho caminhado nas minhas fotografias e trabalhos. Quando os caracteres se encontram, criam uma trama um tanto desconexa, como se representasse, de alguma forma, o “erro”. Filosoficamente, é um questionamento da imagem que nos é recorrente, pensando na perfeição com que as imagens têm se aproximado da “realidade”.

Aproveitando a ferramenta, fiz uns testes como background para algumas fotos que tirei, em função de um evento chamado Cinexpurga, (des)organizado por mim e mais alguns amigos. Utilizei, neste caso, não um texto pré-composto (como na imagem acima, onde utilizei a letra de uma música do Tom Zé, por motivos que explicarei posteriormente). Comecei a fazer o inverso, e compor à partir dos módulos (apesar de não ser essa a finalidade principal da fonte).

Com o processo, comecei a compreender que, o que estava sendo feito era uma ferramenta, e não algo fechado em si mesmo. Os resultados me ajudaram a perceber por onde a idéia havia se direcionado. Estarei colocando, nos próximos dias, os resultados que consegui com outras fontes, outros módulos operando em conjunto, e como cheguei na definição das formas.

Por fim, posto aqui alguns testes que fiz com um texto próprio…

Intro.

July 14, 2008 at 8:27 pm | In Uncategorized | No Comments
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Vou deixar registrado neste blog as experimentações, idéias e discussões que estão surgindo durante o meu projeto de graduação, do curso de Desenho Industrial, da UFES.

É necessário dizer, no entanto, que o meu projeto tomou uma “personalidade” um tanto metamórfica. Durante o processo, outros rumos foram tomados. É certo que, inicialmente, pensei no estudo de fractais, padrões e na geometria da natureza, de onde tive que tirar algumas idéias e conceitos para chegar no objeto.

Antes de falar do objeto, gostaria de falar primeiro do objetivo. Imaginando os padrões que surgem naturalmente - até na “não-intenção”, como podemos ver nos quadros expressionistas do Pollock - comecei a vislumbrar a possibilidade de encontrar, tais padrões repetitivos, em textos literários. A idéia inicial, no entanto, era utilizar quadrados coloridos (como se fossem pixels) codificados no lugar dos tradicionais símbolos da escrita romana. Não pretendia, no entanto, que o resultado fosse um texto que permitisse uma leitura linear. Imaginando a idéia de Flusser, de que “o texto é a imagem rasgada e dividida em linhas”, tentei retomá-lo à condição de imagem (o que, invariavelmente, já acontece se você tomar o texto como uma mancha gráfica).

O objetivo, no entanto, era permitir uma leitura aleatória do texto, sem pretensões de que essa leitura se aproximasse daquela original, pretendida pelo autor (a não ser em testes realizados com poesia concreta).

A dificuldade de realizar os testes dos textos convertidos em cores, me fez buscar uma outra alternativa. Por ter lidado com tipografia desde o início do curso - apesar de eu não ter, ainda, nenhuma fonte completa - decidi como objeto uma fonte dingbat, onde os caracteres deveriam se relacionar entre si, e não somente utilizados de forma separada, para criar padrões e backgrounds.

Nos próximos posts, irei colocando imagens, testes e explicações sobre o processo.

Abrá!

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